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Presidente da Câmara de Avaré atribui a Deus arquivamento de processo de cassação

Livre do processo de cassação por quebra do decoro parlamentar, o presidente da Câmara de Avaré Cabo Samuel Paes atribuiu a Deus o arquivamento do relatório final na noite de ontem, quarta-feira (29)

Em publicação nas redes sociais, Paes disse que Deus ouviu suas orações na condução do processo. O vereador disse que recebeu a vitória com humildade e gratidão e finalizou afirmando que Deus nunca falha, nunca abandona e sempre age no momento perfeito. (Veja a publicação abaixo)

“Quando Deus está à frente, a verdade prevalece. Passei pela prova, permaneci em oração, esperei o tempo certo e Deus me honrou”, escreveu o parlamentar.

Votação

Votaram pelo arquivamento sete vereadores; Leonardo Ripoli, Moacir Lima, Pedro Fusco, Everton Machado, Hidalgo de Freitas, Ana Paula e Jairinho do Paineiras. Seis vereadores o relatório que pedia a cassação; Subtenente Wilson, Magno Greguer, Francisco Barreto, Luiz Cláudio, Bel Dadário e Adalgisa Ward.

O placar final ficou com sete votos pelo arquivamento e seis votos pela cassação. Membro da base de Roberto de Araújo, Barreto votou a favor do relatório; já o vereador Leonardo Ripoli, filiado ao Podemos, votou contra o texto.

A sessão de julgamento durou mais de três horas e contou com a presença do alto escalão do Executivo. Secretários municipais e servidores comissionados marcaram presença no plenário do Legislativo e aplaudiram a decisão final.

Já a presença da população, que cobrou nas redes sociais a cassação do presidente da Casa de Leis, ficou abaixo do esperado. A defesa de Samuel Paes imputou na imprensa a culpa pelo episódio, defendeu a experiência do presidente em conter manifestantes e na decisão da Polícia Civil que não criminalizou a ação de Paes ao retirar o manifestante Vinicíus Berna do plenário.

Como forma de protesto, Berna compareceu a sessão de julgamento com as mãos amarradas e a boca amordaçada. Ele foi aplaudido por algumas pessoas quando entrou no plenário da Câmara.

Com o resultado da votação, o processo foi oficialmente encerrado, impedindo o avanço de qualquer medida que pudesse levar à perda do mandato do parlamentar. A decisão reforça o alinhamento político entre a maioria dos parlamentares e o Executivo municipal, liderado por Roberto de Araújo.



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