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Seis países condenam ataque militar dos EUA à Venezuela e alertam para risco à paz regional

Em comunicado conjunto divulgado neste domingo (4), os governos de Brasil, Chile, Colômbia, Espanha, México e Uruguai condenaram fortemente o ataque militar dos Estados Unidos à Venezuela, ocorrido no sábado (3). Os países expressaram preocupação com a escalada militar liderada pelo presidente norte-americano Donald Trump e classificaram a ação como uma ameaça grave à estabilidade da região.

A nota reafirma o compromisso dos seis países com os princípios da Carta das Nações Unidas, enfatizando a defesa da soberania, da integridade territorial e da paz entre as nações.

“Expressamos nossa profunda preocupação e repúdio às ações militares realizadas unilateralmente em território venezuelano, que contrariam princípios fundamentais do direito internacional”, afirma o comunicado.

Segundo o texto, a ofensiva dos EUA estabelece um precedente perigoso para a segurança regional, além de colocar em risco a vida da população civil.

Defesa de soluções pacíficas

Os signatários do comunicado conjunto ressaltaram que qualquer solução para a crise venezuelana deve ser obtida por meios pacíficos, através do diálogo, da negociação e do respeito à vontade do povo venezuelano, sem interferência externa.

“Reafirmamos que somente um processo político inclusivo, liderado pelos venezuelanos, pode conduzir a uma solução democrática e sustentável que respeite a dignidade humana”, diz outro trecho do documento.

O texto também reforça o compromisso da América Latina e do Caribe como zona de paz, pautada na não intervenção e no respeito mútuo entre os Estados.

Apelo ao diálogo e à ONU

Os governos pedem apoio ao secretário-geral da ONU, António Guterres, e a outros mecanismos multilaterais, para reduzir tensões e proteger a paz na região. O comunicado alerta também contra qualquer tentativa de apropriação externa de recursos naturais estratégicos, que possa desestabilizar ainda mais o cenário político e econômico regional.


Entenda o caso:

No sábado (3), explosões foram registradas em diversos bairros de Caracas, capital da Venezuela, durante uma ação militar coordenada pelos Estados Unidos. O ataque resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, por forças de elite norte-americanas. Ambos foram levados para Nova York, em um episódio que remete às intervenções militares históricas dos EUA na América Latina.

Essa é a primeira invasão direta dos EUA na região desde 1989, quando o então presidente do Panamá, Manuel Noriega, foi capturado sob acusação de narcotráfico. Assim como no caso de Noriega, os EUA acusam Maduro de envolvimento com um suposto cartel de drogas chamado De Los Soles, embora sem apresentar provas concretas. A recompensa oferecida por informações que levassem à prisão de Maduro era de US$ 50 milhões.

Especialistas apontam que o ataque pode ter motivação geopolítica, com os EUA tentando afastar a Venezuela de aliados estratégicos como China e Rússia e buscando maior controle sobre as gigantescas reservas de petróleo venezuelanas, as maiores do mundo.

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