Temer e Joselyr: Dois pesos e duas medidas da cirurgia cardíaca

O presidente Michel Temer teve alta nessa segunda-feira (27) do Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista, onde passou por uma angioplastia de três artérias coronárias na noite de sexta-feira (24).

O procedimento é o mesmo em que foi submetido o ex-prefeito de Avaré, Joselyr Benedito Silvestre, em dezembro do ano passado, após cumprir 10 meses de prisão no Centro de Ressocialização de Avaré.

Joselyr foi beneficiado com o direito de prisão domiciliar para se recuperar da cirurgia, até hoje não voltou à prisão e tem recuperação bem diferente do Presidente do Brasil.  

 Apesar de terem passado pelo mesmo procedimento, o tempo de recuperação de ambos chama a atenção. Enquanto Joselyr segue, teoricamente, sem condições de voltar a cumprir sua pena, que somam mais de 20 anos de detenção; Michel Temer deve ficar sem agenda oficial apenas até a próxima segunda-feira (04) quando deve voltar aos compromissos de chefe do estado brasileiro.

Angioplastia

A angioplastia é uma cirurgia realizada com o intuito de desobstruir uma artéria do paciente. Essa técnica hemodinâmica utiliza um minúsculo balão na ponta de um catéter, que é insuflado dentro da artéria, que está obstruída com placas de gordura e sangue, além de uma mini tela de aço chamada stent que, aberta, facilita o fluxo sanguíneo.

O procedimento é realizado na sala de cateterismo cardíaco sob anestesia local e dura em média 30-60 minutos, podendo estender-se de acordo com a situação apresentada. Em procedimentos não emergenciais (eletivos) os pacientes recebem alta no dia seguinte, com a recomendação de evitar exercícios vigorosos ou levantar pesos acima de 10 kg nas primeiras 2 semanas da angioplastia. Em 2 a 3 dias o trabalho e a atividade sexual podem ser retomados.

Nova Avaliação Médica

A Justiça determinou em setembro de 2017 que fosse realizada com urgência uma nova avaliação médica sobre a real situação de saúde do ex-prefeito de Avaré. Na época, a juíza do Departamento Estadual de Execução Criminal (Deecrim) com sede em Bauru, Renata Biagioni, determinou que um novo laudo médico deverá informar a saúde do sentenciado, se permanece estável ou se seu estado permite o retorno ao estabelecimento prisional.

Até o momento não se sabe se a avaliação foi realmente realizada e o resultado da perícia realizada.

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