Mudança sem aviso em rua de Avaré gera confusão e críticas à gestão do trânsito
Menos de três meses após alterar o sentido da Rua Sérgio Bernardino, a Prefeitura de Avaré, por meio do Departamento Municipal de Trânsito (Demutran), voltou a modificar a direção da via — desta vez sem qualquer aviso prévio à população. A mudança repentina pegou motoristas de surpresa e reacendeu críticas sobre a falta de planejamento e comunicação por parte da gestão pública.
Via pequena, problema grande
Com apenas três quadras de extensão, a Rua Sérgio Bernardino tornou-se palco de idas e vindas administrativas. Em 1º de julho, o Demutran transformou a via em mão única (bairro-centro) no trecho entre a Rua Mato Grosso e a Avenida Prefeito Paulo Araújo Novaes. Na ocasião, o argumento era técnico: a rua seria estreita demais para comportar fluxo nos dois sentidos com estacionamento dos dois lados.
No entanto, em setembro, a direção do trecho entre a Av. Paulo Araújo Novaes e a Rua Rio de Janeiro foi novamente alterada, passando a operar no sentido centro-bairro, enquanto os demais trechos continuam bairro-centro. O resultado é uma via com dois sentidos diferentes em três quadras, confundindo motoristas e comprometendo a fluidez do tráfego.
População sem aviso e justificativa frágil
A nova alteração não foi informada previamente, o que gerou críticas entre motoristas e moradores da região. Questionada, a Secretaria da Comunicação da Prefeitura de Avaré informou que o Demutran realizou a mudança a pedido de moradores e que houve estudo técnico para a decisão.
No entanto, a justificativa esbarra em outra falha grave: a falta de comunicação institucional sobre a nova alteração. Segundo o secretário de Comunicação, Ângelo Zanoto, “por uma falha, não foi passado para a pasta divulgar as mudanças”.
Reincidência de erros na mobilidade urbana
A situação expõe um problema recorrente na gestão do trânsito em Avaré: decisões unilaterais, falhas de comunicação e mudanças improvisadas que afetam diretamente o cotidiano da população. O órgão é atualmente comandado por César Augusto Luciano Franco Morelli, e segue sob críticas por falta de diálogo com a comunidade e ausência de planejamento de longo prazo para a mobilidade urbana.

