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TCE-SP suspende Programa Escola Cívico-Militar por irregularidades em São Paulo

O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) determinou nesta quarta-feira (3) a suspensão do Programa Escola Cívico-Militar, criado pela gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). A decisão aponta graves falhas na implantação do projeto, incluindo uso irregular de recursos públicos e falta de planejamento adequado.


Irregularidades apontadas

Segundo o TCE, a suspensão se deu em razão de problemas considerados estruturais, entre eles:

A decisão atendeu a uma representação feita pelo Coletivo Educação em 1º Lugar, que reúne a deputada federal Professora Luciene Cavalcante (PSOL), o deputado estadual Carlos Giannazi (PSOL) e o vereador Celso Giannazi (PSOL).


Reações

A deputada Luciene Cavalcante comemorou a decisão, chamando-a de “fundamental para a defesa da educação pública”.

“É muito importante a decisão do TCE que suspende o edital absurdo, abusivo e inconstitucional apresentado pelo governador Tarcísio de Freitas. Ele tentou realizar a contratação sem a existência legal da função de monitor militar, sequer prevista no orçamento estadual”, afirmou.


Contexto judicial

Em agosto, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) havia liberado o governo estadual a retomar o processo de contratação de policiais militares para atuar como monitores em 100 escolas da rede. Agora, com a decisão do TCE, a execução do programa fica novamente suspensa.

O tribunal também determinou:


O que diz a lei

O Programa Escola Cívico-Militar foi instituído pela Lei Complementar nº 1.398/2024, que previa R$ 7,2 milhões em despesas com pagamento de policiais militares.

Para retomar o programa, o governo estadual deverá apresentar ao TCE:

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