A Prefeitura da Estância Turística de Avaré decretou situação de emergência no município em razão das chuvas intensas ocorridas entre os dias 8 e 9 de dezembro de 2025, que provocaram sérios danos à infraestrutura urbana e rural da cidade.
Segundo o decreto assinado pelo prefeito Roberto de Araújo em 18 de dezembro, o volume de chuva registrado chegou a 215,4 mm, com ventos que atingiram até 90 km/h. O fenômeno climático causou alagamentos, quedas de árvores, postes e muros, além de casas destelhadas e inúmeras famílias desabrigadas.
A situação foi classificada como desastre natural – Chuvas Intensas, conforme manifestação da Defesa Civil Municipal, que recomendou a declaração de emergência devido aos impactos humanos, materiais e ambientais.
Entre os principais danos relatados estão:
- Ruas alagadas, com carros submersos;
- Invasão de água e lama em residências próximas a encostas;
- Danos severos a prédios públicos;
- Queda de muros de arrimo;
- Comprometimento da segurança de diversas áreas da cidade.
O decreto autoriza:
- Mobilização total dos órgãos municipais sob a coordenação da Defesa Civil;
- Convocação de voluntários e campanhas de arrecadação;
- Entrada forçada em residências em casos de risco iminente;
- Uso de propriedades privadas para ações emergenciais, com posterior indenização, se necessário;
- Dispensa de licitação para compras e serviços relacionados à resposta e recuperação dos danos, conforme a nova Lei de Licitações (Lei nº 14.133/2021).
A medida terá validade de 180 dias, podendo ser prorrogada por igual período.
A decisão da Prefeitura ocorre após o município ter realizado gastos milionários com a realização da Emapa (Exposição Municipal Agropecuária), o que gerou questionamentos por parte da população sobre a alocação de recursos em um momento de vulnerabilidade climática e estrutural.

