Exatamente um ano após ser eleito prefeito de Avaré e com nove meses de gestão, Roberto de Araújo ainda não conseguiu colocar em prática as principais promessas feitas durante sua campanha, especialmente na área da saúde. O cenário atual revela uma pasta marcada por poucos avanços e muitas reclamações por parte da população.
Durante o pleito eleitoral de 6 de outubro de 2024, a saúde foi o principal tema debatido e a maior reivindicação dos moradores. Entre as promessas feitas por Araújo estavam:
- Ampliação do horário de atendimento nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) até às 22h, com o objetivo de desafogar o Pronto Socorro Municipal.
- Disponibilização de equipe completa nas UBSs, com clínico geral, pediatra, dentista, enfermeira para exames preventivos, farmacêutico e entrega de medicamentos no local.
- Exclusividade do Pronto Socorro para moradores de Avaré, encerrando convênios com outras cidades.
- Implantação de agendamento de consultas via DISK 0800 e aplicativo.
- Criação de um sistema informatizado para monitoramento de atendimentos médicos.
- Construção de um centro especializado para diagnóstico e acompanhamento de crianças com Transtorno do Espectro Autista.
- Criação de junta especializada para prevenção e combate ao suicídio.
- Programa Remédio em Casa, com entrega de medicamentos para pacientes crônicos.
Entretanto, nove meses depois, os avanços são praticamente inexistentes. As UBSs seguem com o mesmo horário de funcionamento e sem os profissionais prometidos. A população enfrenta dificuldade para conseguir consultas, não há farmacêuticos ou entrega de medicamentos, e o Pronto Socorro continua atendendo pacientes de diversas cidades da região, permanecendo lotado.
A informatização do sistema de saúde também não saiu do papel, assim como os programas voltados à saúde mental e ao atendimento especializado para autistas.
Na Audiência Pública da Saúde, realizada na última semana, nenhuma das iniciativas citadas durante a campanha foi mencionada como em andamento. O secretário da Saúde, Roslindo Machado, não compareceu ao evento, reforçando a insatisfação da população. Representantes do governo municipal admitiram dificuldades para contratar profissionais, além de destacar a falta de remédios e a ausência de farmácias nas unidades básicas.
Com pouco mais de três anos restantes de mandato, a gestão de Roberto de Araújo enfrenta o desafio de, ao menos, cumprir parte do que foi amplamente prometido. Por enquanto, o que se vê é um governo que prometeu o máximo, mas entrega o mínimo à saúde de Avaré.

