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Promessas não cumpridas: saúde de Avaré segue em crise após nove meses de governo Araújo

Exatamente um ano após ser eleito prefeito de Avaré e com nove meses de gestão, Roberto de Araújo ainda não conseguiu colocar em prática as principais promessas feitas durante sua campanha, especialmente na área da saúde. O cenário atual revela uma pasta marcada por poucos avanços e muitas reclamações por parte da população.

Durante o pleito eleitoral de 6 de outubro de 2024, a saúde foi o principal tema debatido e a maior reivindicação dos moradores. Entre as promessas feitas por Araújo estavam:

Entretanto, nove meses depois, os avanços são praticamente inexistentes. As UBSs seguem com o mesmo horário de funcionamento e sem os profissionais prometidos. A população enfrenta dificuldade para conseguir consultas, não há farmacêuticos ou entrega de medicamentos, e o Pronto Socorro continua atendendo pacientes de diversas cidades da região, permanecendo lotado.

A informatização do sistema de saúde também não saiu do papel, assim como os programas voltados à saúde mental e ao atendimento especializado para autistas.

Na Audiência Pública da Saúde, realizada na última semana, nenhuma das iniciativas citadas durante a campanha foi mencionada como em andamento. O secretário da Saúde, Roslindo Machado, não compareceu ao evento, reforçando a insatisfação da população. Representantes do governo municipal admitiram dificuldades para contratar profissionais, além de destacar a falta de remédios e a ausência de farmácias nas unidades básicas.

Com pouco mais de três anos restantes de mandato, a gestão de Roberto de Araújo enfrenta o desafio de, ao menos, cumprir parte do que foi amplamente prometido. Por enquanto, o que se vê é um governo que prometeu o máximo, mas entrega o mínimo à saúde de Avaré.

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