Na manhã de segunda-feira, 26 de janeiro, a Polícia Civil de São Paulo, por meio da Delegacia de Polícia de Taguaí, apreendeu ampolas de injeções emagrecedoras proibidas no Brasil durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão no município.
A operação ocorreu em dois endereços residenciais: um na região central e outro no bairro CDHU. As ordens judiciais foram expedidas pelo Poder Judiciário e cumpridas com o objetivo de combater a comercialização clandestina de medicamentos de uso controlado.
Durante a ação, os policiais localizaram e apreenderam ampolas dos produtos Tirzec 15 e TG 15, ambos à base de tirzepatida, substância cujo uso e comercialização são proibidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Foram encontradas unidades lacradas, uma ampola já aberta, além de seringas, agulhas e outros materiais médicos, sugerindo possível aplicação irregular dos medicamentos.
Também foram recolhidos aparelhos celulares e tablets, que serão analisados para auxiliar na investigação sobre a origem dos medicamentos e a possível rede de distribuição.
Segundo a Anvisa, medicamentos à base de tirzepatida não possuem registro sanitário no Brasil e representam sérios riscos à saúde pública, pois não há garantias de qualidade, eficácia ou segurança.
Os principais investigados são uma mulher de 39 anos e seu irmão, um homem de 31 anos, estudante de medicina residente no Paraguai. Conforme apuração, ele retornava periodicamente ao Brasil transportando os medicamentos de forma irregular, enquanto a irmã atuava na divulgação e venda dos produtos por meio das redes sociais.
A investigação também apurou que um dos produtos foi adquirido por um morador local que, após utilizá-lo, passou mal e precisou de atendimento médico no hospital municipal.
Diante dos fatos, os suspeitos responderão pelos crimes de comercialização irregular de medicamentos (artigo 273 do Código Penal) e associação criminosa.
A Polícia Civil reforça seu compromisso com a proteção da saúde pública e alerta a população sobre os perigos do uso de medicamentos sem registro. Denúncias anônimas podem ser feitas por meio dos canais oficiais da corporação.

