Uma mulher de 47 anos foi presa em flagrante na sexta-feira (13/02/2026), em Cerqueira César, durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão domiciliar realizado pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Avaré.
A diligência ocorreu em um imóvel localizado no bairro Jardim Tropical, no Distrito Industrial, após investigação instaurada a partir de denúncia que apontava possíveis irregularidades envolvendo tráfico de drogas, comercialização de receituários médicos e uso indevido de carimbos médicos.
Durante o cumprimento da ordem judicial, os policiais civis localizaram diversos blocos de receituários médicos em branco pertencentes à Secretaria Municipal de Saúde de Itapetinga (BA), incluindo receituários de controle especial. Esse tipo de documento possui emissão e circulação restritas, dependendo de autorização da Vigilância Sanitária, não sendo de livre comercialização.
No interior da residência também foram apreendidos um carimbo médico, cadernos e blocos de receituários, uma folha de cheque assinada em branco, pendrives, uma CPU de computador, notebook e aparelho celular. Os objetos estavam ocultados em diferentes pontos do imóvel.
Em contato com o setor competente da Secretaria Municipal de Saúde de Itapetinga, foi esclarecido que os receituários apreendidos são de uso interno e não podem circular fora das unidades médicas. Consta ainda que o médico cujo nome e carimbo aparecem nos impressos não integra o quadro profissional da referida Secretaria.
Questionada sobre a origem dos materiais, a investigada apresentou versão considerada vaga e contraditória, afirmando desconhecer como os itens chegaram ao local. Ela mencionou apenas que familiares e conhecidos da Bahia, eventualmente, manuseavam documentos em sua residência.
Diante da apreensão de documentos de circulação restrita e dos demais objetos de procedência duvidosa, o delegado titular de Cerqueira César, Paulo Sérgio Garcia, reconheceu a situação de flagrante e autuou a mulher pelo crime de receptação, conforme o artigo 180 do Código Penal.
Foi arbitrada fiança, considerando que a investigada possui domicílio certo e não foram constatados impedimentos legais para a concessão da medida. A autoridade policial também representou judicialmente pela autorização de acesso e extração de dados dos dispositivos eletrônicos apreendidos, visando ao completo esclarecimento dos fatos.
As investigações prosseguem para apurar a origem dos materiais e eventuais responsabilidades penais relacionadas ao caso.

