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Ministro da Educação diz que anulação de questões do Enem foi por precaução e lisura

O ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou nesta terça-feira (18), em entrevista à TV Educativa do Ceará (TVC), que a anulação de três questões do Enem 2025 foi uma medida de precaução e teve como objetivo garantir a lisura do exame. A medida foi tomada após relatos de um possível vazamento de perguntas, que será investigado pela Polícia Federal.

Segundo Santana, as questões anuladas estavam em um pré-teste, processo comum de validação de perguntas, que são aplicadas a grupos de estudantes antes de integrarem o exame oficial.

“Segundo as informações que eu tenho, uma pessoa que participou desse pré-teste divulgou e fez essa fala em uma live”, afirmou o ministro.

Investigação e tranquilidade

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) confirmou, mais cedo, que recebeu relatos sobre antecipação de questões semelhantes às do exame. Diante da situação, o ministro determinou a apuração imediata dos fatos.

“Houve ruídos em rede social. E eu determinei ao Inep, de imediato, quando tomei o conhecimento, que apurasse e tomasse as medidas cabíveis”, disse.

Apesar do ocorrido, Camilo Santana assegurou que o exame foi um sucesso, e reforçou que candidatos e suas famílias podem ficar tranquilos.

Anulação preserva a equidade

O ministro destacou que a anulação teve como objetivo preservar a equidade entre os candidatos. As três questões anuladas pertenciam ao segundo dia de aplicação da prova, realizado no último domingo (16).

“O Inep anulou, mas continuam valendo todos os outros 87 itens e também a redação”, ressaltou Santana.

Competência da PF

Por se tratar de um exame de responsabilidade federal, a apuração de eventuais fraudes no Enem é de competência da Polícia Federal. O Enem é organizado pelo Inep, autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC).

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