Em sua despedida das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2026, o Brasil enfrentou a Bolívia na temida altitude de El Alto, a 4.100 metros acima do nível do mar, e foi derrotado por 1 a 0, na noite desta terça-feira (9). A Seleção, já classificada, entrou em campo com um time alternativo, enquanto o técnico Carlo Ancelotti aproveitou a oportunidade para realizar testes.
Com o resultado, o Brasil encerrou sua campanha nas Eliminatórias na quinta colocação, com 28 pontos. Esta foi a primeira derrota de Ancelotti no comando da Seleção Brasileira. Já a Bolívia, que chegou aos 20 pontos, garantiu a vaga na repescagem graças à derrota da Venezuela para a Colômbia.
Efeito da altitude e dificuldades em campo
O Brasil teve dificuldades desde o início, sentindo os efeitos da altitude. A equipe não conseguiu se impor fisicamente e teve pouco domínio da posse de bola. A Bolívia, por sua vez, apostava em chutes de longa distância e jogadas pelas laterais, com destaque para Miguelito, que foi o jogador mais incisivo da equipe da casa.
Ainda no primeiro tempo, aos 48 minutos, Roberto foi derrubado por Bruno Guimarães dentro da área. O lance foi revisado pelo VAR, e o pênalti foi confirmado. Miguelito cobrou e marcou o único gol da partida, garantindo a vitória boliviana.
Tentativas sem sucesso
Na segunda etapa, o Brasil voltou sem alterações e manteve a mesma dificuldade em campo. A partir dos 15 minutos, Ancelotti promoveu as entradas dos titulares Raphinha, Estevão e João Pedro, tentando aumentar o poder ofensivo da equipe.
Mesmo assim, quem continuava se destacando era o goleiro Alisson, que fez boas defesas, incluindo uma cabeçada perigosa de Algarañaz. A Bolívia passou a administrar o resultado nos minutos finais, com cera e posse de bola controlada.
Próximos compromissos
A Seleção Brasileira agora se prepara para a próxima Data-Fifa, em outubro. O time comandado por Ancelotti fará dois amistosos, contra a Coreia do Sul e o Japão, nos dias 10 e 14, respectivamente, como parte da preparação para a Copa do Mundo de 2026.

