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Brasil conquista nona Copa América Feminina em final dramática contra a Colômbia

Em uma final repleta de reviravoltas, emoção e protagonismo, a seleção brasileira feminina conquistou neste sábado (2) o seu nono título da Copa América Feminina, ao vencer a Colômbia nos pênaltis após empate por 4 a 4 no Estádio Casa Blanca, em Quito. O placar no tempo normal foi de 3 a 3, com cada equipe marcando mais uma vez na prorrogação.

A decisão foi marcada por atuações heroicas, especialmente da atacante Marta e da goleira Lorena, que garantiu o título ao defender duas cobranças na disputa final. A conquista também representou o primeiro troféu continental sob o comando de Arthur Elias, técnico que assumiu a equipe após a eliminação no Mundial de 2023 e liderou a seleção à prata olímpica em Paris-2024.

Um jogo de altos e baixos

A partida começou com domínio colombiano, que abriu o placar ainda no primeiro tempo com Caicedo, aproveitando um erro defensivo brasileiro. Nos acréscimos, Angelina empatou em cobrança de pênalti, após agressão de Carabalí em Gio Garbelini.

No segundo tempo, a Colômbia voltou à frente com um gol contra em falha entre Tarciane e Lorena, mas o Brasil reagiu com gol de Amanda Gutierres. Ainda assim, Mayra Ramírez marcou o terceiro das colombianas em rápido contra-ataque. O empate brasileiro veio nos acréscimos do tempo regulamentar, com um chute potente de Marta de fora da área.

Marta: emoção, superação e protagonismo

Aos 39 anos, Marta entrou em campo apenas aos 36 minutos do segundo tempo, mas foi decisiva. Marcou dois gols, sendo o segundo já na prorrogação, em jogada dentro da pequena área. Mesmo desperdiçando uma cobrança de pênalti na série final, sua atuação foi fundamental para manter o Brasil na disputa.

Decisão nos pênaltis e redenção de Lorena

Com o empate em 4 a 4, após um belo gol de falta de Leicy Santos, a decisão foi para os pênaltis. A goleira Tapia, da Colômbia, chegou a defender a cobrança de Marta e voltou a se destacar, como já havia feito na final do Paulistão de 2024. No entanto, foi Lorena quem brilhou, defendendo duas cobranças e garantindo o título para a seleção brasileira.

Mesmo após um erro no tempo normal que resultou em gol contra, Lorena se redimiu com autoridade, mostrando segurança e liderança na disputa final.

Uma nova era para o futebol feminino brasileiro

Com a conquista, o Brasil mantém a hegemonia sul-americana no futebol feminino. O título simboliza não apenas a força da equipe, mas também a renovação sob o comando de Arthur Elias, que já coleciona uma prata olímpica e agora seu primeiro troféu continental.

A campanha foi marcada por desafios, superações e um jogo final que certamente entrará para a história do futebol feminino.

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