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Com confusão e uso da força, Câmara de Avaré aprova aumento para vereadores

Em uma noite marcada por tensão, protestos e confusão, a Câmara de Vereadores de Avaré aprovou, na segunda-feira (1º), o Projeto de Resolução que define o aumento dos subsídios parlamentares para a legislatura de 1º de janeiro de 2029 a 31 de dezembro de 2032. O reajuste, de quase 80%, passa a valer apenas para os vereadores eleitos no próximo mandato, não beneficiando os parlamentares atuais. Além do aumento, o projeto garante ainda o pagamento de 13º salário e férias remuneradas com adicional de um terço.

O projeto define que os vereadores receberão R$ 11.854,00 mensais e o presidente da Câmara R$ 13.620,00, valores que, segundo a justificativa, representam apenas a recomposição da inflação acumulada entre 2017 e 2028, e não um aumento real.

A votação foi realizada em sessão extraordinária convocada fora da agenda regular, o que gerou críticas pela falta de transparência. A proposta não constava na Ordem do Dia da última sessão ordinária do ano e foi deliberada sem ampla divulgação. Horas antes da sessão, o site Avaré Notícias publicou com exclusividade a informação sobre a pauta, prevista para as 19h.

Votaram a favor do projeto os vereadores Cabo Samuel Paes (presidente da Casa), Jairo Alves de Azevedo, Ana Paula Tibúrcio de Godoy, Francisco Barreto de Monte Neto, Hidalgo André de Freitas, Pedro Victor Alarcão Alves Fusco, Ewerton Eduardo Machado, Moacir de Lima e Leonardo Pires Ripoli. Os votos contrários foram dos vereadores Luiz Cláudio da Costa, Magno Greguer, Maria Isabel Dadario e Adalgisa Lopes Ward.

Confusão

Durante a discussão do projeto, o clima esquentou no plenário. Enquanto o vereador Ewerton Machado discursava, um cidadão que filmava a sessão com o celular discutiu com o parlamentar. O presidente da Câmara, Samuel Paes, ordenou que o manifestante fosse retirado do local. A ação foi executada com o uso da força por dois servidores da Casa: Rodrigo Zamonelli, agente operacional e controlador interno do Legislativo, e José Fernando Theodoro da Silva, assessor de imprensa.

Quando Zamonelli empurrou o cidadão, José Fernando o puxou, fazendo com que o manifestante o atingisse. Populares que acompanhavam a sessão também intervieram fisicamente, e um deles aplicou um golpe conhecido como “gravata” para imobilizar o homem.

O presidente do Legislativo, Samuel Paes, abandonou sua posição na presidência da mesa para agarrar as pernas do cidadão, auxiliando pessoalmente na retirada. Na entrada do prédio da Câmara, Paes declarou ao homem: “Quem manda aqui sou eu”, e ordenou que ele deixasse o local. Visivelmente alterado, o presidente retornou à mesa e prosseguiu com a condução da sessão, sem permitir que outros vereadores utilizassem o microfone para se manifestar sobre a proposta.

Após o encerramento da sessão e com a chegada da Polícia Militar, o presidente divulgou um vídeo em suas redes sociais afirmando que se dirigiria à Delegacia da Polícia Civil para registrar um boletim de ocorrência sobre o episódio.

Veja as imagens da confusão

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