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ADI é flagrada agredindo bebês em creche de Avaré; caso gera indignação e clima de apreensão

Uma Auxiliar de Desenvolvimento Infantil (ADI) foi flagrada agredindo ao menos sete crianças de aproximadamente um ano de idade na Creche Geraldo Benedete, em Avaré. O caso veio a público na terça-feira (29) após declaração do secretário municipal da Educação, César Augusto de Oliveira.

Segundo as informações, a funcionária estava sozinha no momento das agressões, desferindo tapas em bebês que estavam sob seus cuidados. O episódio levantou sérias preocupações sobre a estrutura de atendimento nas creches do município, especialmente quanto à presença de apenas uma profissional para cuidar de várias crianças nessa faixa etária.

Especialistas apontam que bebês necessitam de atenção constante para garantir segurança, alimentação, higiene e bem-estar, o que torna inadequado deixar apenas uma ADI responsável por uma turma. Embora não haja uma legislação específica que determine a quantidade mínima de profissionais por sala, diretrizes educacionais enfatizam a importância de um ambiente seguro e acolhedor.

As agressões ocorreram apesar da presença de câmeras de monitoramento na sala de aula. Na segunda-feira (28), uma portaria assinada pela Secretaria Municipal de Educação disciplinou o uso desses equipamentos nas unidades escolares. O documento reforça que o objetivo da videomonitoramento é preservar a integridade física e emocional de servidores e alunos, respeitando os direitos à privacidade.

A nova norma determina que as câmeras devem priorizar áreas comuns e evitar pontos cegos. Também proíbe a instalação de objetos que bloqueiem a visão das câmeras ou o posicionamento de móveis fora do alcance dos equipamentos. A responsabilidade pela correta utilização e fiscalização das câmeras recai sobre os diretores das unidades.

A investigação contra a ADI está em curso e segue sob segredo de Justiça na Delegacia de Defesa da Mulher.

Reação da comunidade

Na saída dos alunos na tarde desta quarta-feira (30), o clima era de apreensão entre pais e responsáveis. Muitos se mostraram surpresos com o caso e cobraram medidas rápidas da administração pública.

“Ficamos muito preocupados, especialmente por saber que eram bebês e que a agressora estava sozinha com eles”, disse o avô de uma criança de dois anos. Já a mãe de outra aluna relatou que a filha nunca demonstrou sinais de maus-tratos e gosta da escola, mas afirmou que espera providências urgentes.

Servidores da unidade também disseram estar surpresos com a situação, que abalou a rotina da creche e gerou incertezas entre os profissionais. Nas redes sociais, logo após o caso ser divulgado, diversos perfis se revoltaram com o ocorrido e pediram uma rápida solução do caso nas esferas administrativa e criminal.

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