Operação Fumaça do GAECO desarticulou grupo que forjava mandados de prisão

Marcelo Aith é cotado para assumir Secretaria de Negócios Jurídicos (Foto Gabriel Guerra)

A Operação Fumaça realizada pelo GAECO na manhã dessa terça-feira (05) desarticulou uma organização criminosa que autuava no interior de São Paulo.

A ação envolveu auditores da Receita Federal, Polícia Militar, Ministério Público e a corregedoria da Polícia Civil.

No total a operação mobilizou seis viaturas e 20 Policiais Militares. Na cidade de Rio Claro, foram cumpridos três mandados de prisão contra um proprietário de revenda de veículos e um advogado. Também foram realizadas apreensões de documento, computadores e imagens das câmeras de segurança da revendedora de veículos.

Segundo o Ministério Público, a organização criminosa  praticava extorsão, corrupção passiva e concussão, dentre outros crimes.

Também tiveram que prestar esclarecimentos ao Ministério Público um delegado, sua esposa e um investigador da Polícia Civil de Rio Claro, que supostamente teriam envolvimento no caso.
Três carros de luxo também foram apreendidos durante a operação. Os policiais estiveram em duas residências em Ipeúna, no hotel e em três estabelecimentos comerciais de Rio Claro.

Além de Rio Claro e Avaré, a operação também realizou prisões em Piracicaba, Campinas, Itu e São Paulo.

O Consultor Jurídico da Prefeitura de Avaré, Marcelo Aith, estaria no Fórum de Piraju prestando informações aos Promotores de Justiça, ele foi exonerado do cargo pelo prefeito Jô Silvestre. 

Veja nota oficial do Ministério Público de São Paulo:
Nesta terça (5/12), o Gaeco deflagrou a Operação Fumaça com o objetivo de desarticular organização criminosa que praticava extorsão, corrupção passiva e concussão, dentre outros crimes. A ação contou com apoio da Polícia Militar, da Corregedoria da Polícia Civil, e da Receita Federal.

Foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva em face de advogados, empresários e executivos, e três mandados de condução coercitiva, dois deles contra agentes públicos. Também foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, nas cidades de Rio Claro, Piracicaba, Itu, Piraju, Avaré e São Paulo.

Ao longo da investigação descobriu-se que a organização criminosa identificava potenciais vítimas dentre empresários que eram investigados criminalmente. O grupo prometia que iria interceder junto a autoridades públicas do sistema de Justiça penal para resolver as pendências criminais de suas vítimas e forjava mandados de prisão e notícias sobre operações do Gaeco contra suas vítimas prometendo que as ordens de prisão e operações seriam suspensas caso os valores exigidos fossem pagos.

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