Processo Criminal do “Caso Grelinha” chega à reta final

Sala de Audiências do Fórum de Avaré

O Fórum de Avaré recebeu na tarde de ontem, terça-feira (30), audiência para oitiva de testemunhas de defesa do caso conhecido como “Caso Grelinha”. O processo criminal iniciado em abril de 2011 corre em segredo de justiça na 1ª Vara Criminal de Avaré e teve início depois de concluída investigação pela Delegacia Seccional de Polícia de Avaré.

A audiência teve início às 14 horas e movimentou as dependências do Fórum. A sala de audiência ficou pequena para a quantidade de pessoas, entre réus, testemunhas e advogados e os trabalhos foram marcados para o salão do júri.

Após quase 5 horas de trabalho e a oitiva de todas as testemunhas, o juiz do caso, Dr Fábio Pacci, determinou para o próximo dia 10 de abril, às 10 horas, nova audiência onde serão ouvidos os réus e possivelmente a publicação da sentença na primeira instância.

Essa foi a segunda audiência para ouvir testemunhas desse processo, em 28 de setembro do ano passado foram ouvidas as testemunhas de acusação.

TESTEMUNHAS

Um fato curioso na composição das testemunhas arroladas pelos réus, entre as indicadas está um grupo de deputados, incluindo os deputados Milton Monte, Mendes Thame, Duarte Nogueira e até o Senador Aloysio Nunes.

Por residirem fora da comarca de Avaré e pela complexidade do caso, o juiz determinou que eles fizessem seus depoimentos por escrito e posteriormente indeferiu todas essas testemunhas. Um total de 34 pessoas prestaram depoimentos sobre o caso até o momento.

Os réus

O processo criminal conta com 22 pessoas, entre réus e indiciados. Fazem parte da lista, além do ex-prefeito Rogélio Barcheti Urrea, empresários e funcionários públicos municipais.

Sobre o Caso

O empresário João Fragoso (Grelinha) é acusado de em conjunto com outros empresários, servidores municipais e o prefeito da época, Rogélio Barcheti, de organizar um esquema para fraudar os processos de licitação da Prefeitura.

Com a utilização de empresas fantasmas, laudos falsos e ordens de serviço direcionadas há a suspeita de que os envolvidos levantaram mais de R$ 1,5 milhão de reais.

Segundo a denúncia, os pagamentos eram realizados no mesmo dia em que a nota fiscal era apresentada na contabilidade da prefeitura, sem respeitar a ordem cronológica.

A Câmara de Vereadores abriu uma CPI (Comissão Parlamentar de Investigação) para apurar os fatos e o caso chegou até a virar uma CP (Comissão Processante) que acabou sendo anulada pela justiça.

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