Câmara arquiva pedido de cassação de Jô Silvestre

A Câmara de Vereadores de Avaré rejeitou, por sete votos a seis, o parecer final da Comissão Processante (CP) que investigou possível quebra de decoro do Prefeito de Avaré, Joselyr Benedito Costa Silvestre (PTB) ao transferir a servidora Priscila Rodrigues Pedroso Pereira, da secretaria de Indústria e Comércio para a da Saúde. Eram necessários nove votos para a aprovação do texto que pedia a cassação do mandato. 

A reunião teve mais de 6 horas de duração, a primeira secretária da Câmara, Adalgisa Ward leu durante mais de quatro horas o relatório final da comissão. A votação recebeu um grande número de pessoas no plenário da Casa de Leis, que teve policiamento reforçado.

Fernandes defendeu o seu relatório e apontou a materialidade das irregularidades de Jô. O vereador apresentou no telão imagem do whatsapp do prefeito falando para tirar Priscila, da Casa do Cidadão, para afastar o ex-vereador Jair Canovas do departamento.

“O prefeito confundiu um ato público, com um ato privado. (A transferência de um funcionário) Em uma empresa pode acontecer, no serviço público as coisas não funcionam assim”, argumento o relator.

Líder do prefeito na Câmara, Coronel Moreli contestou a formação da CP e disse que o ato de transferência de um funcionário é inquestionável. “Eu vejo que essa Comissão já começou com problemas e não deve prosperar”, sustentou o vereador.

A defesa do prefeito foi feita pelo advogado Renato Ribeiro Almeida que classificou o caso com absurdo e marcado pelo machismo. “Quando fiquei sabendo do processo me assustou muito. O Jair Canovas diz que é candidato a prefeito e pede voto”, comentou o advogado.

O advogado falou por mais de 1h40 e foi aplaudido por funcionários comissionados da Prefeitura, que aguardaram o pronunciamento que terminou mais de 2h45 da manhã.

Além do relator da CP, Sérgio Luiz Fernandes (PSC), o documento recebeu os votos favoráveis dos vereadores Toninho da Lorsa (PSDB), Marialva Biazon (PSDB), Ernesto Albuquerque (PT), Francisco Barreto (PT), Adalgisa Ward (PV) e Flávio Zandoná (PSC). Votaram contra o relatório Alessandro Rios (PTB), Ivan de Melo (PTB), Carlos Estati (DEM), Roberto Araújo (DEM), Jairo Alves (PTB) e Coronel Moreli (PR).

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